Breve história da Escola Secundária de Amarante

 

A Escola Secundária de Amarante vai buscar as suas raízes à Escola Industrial de Amarante, criada em 1964. Após esforços e diligências de alguns cidadãos e entidades amarantinas, entre as quais é justo destacar as Câmaras da presidência do Coronel Carvalho Lima e de Adriano Soares Natal, foi publicado no Diário do Governo o Decreto-Lei 45980, de 20/10/64, que cria a Escola Industrial de Amarante. Era então Ministro da Educação o professor Galvão Teles.

Poucos dias depois, mais precisamente a 28 de outubro, foi realizada uma reunião ordinária da Câmara Municipal, tendo na ordem de trabalhos a Escola Industrial de Amarante, o que evidencia o empenho da autarquia na rápida entrada em funcionamento da nova Escola, correspondendo aos legítimos anseios de uma comunidade até então arredada do acesso à educação e ensino, para além do nível primário, por falta de resposta local e de recursos económicos.

A Escola iniciou funções no dia 4 de dezembro de 1964 nas instalações da própria Câmara, sitas no Convento de S. Gonçalo, onde funcionou durante os anos letivos de 1964/65 e 1965/66, mantendo-se ainda aí em funcionamento a partir dessa data, e até 1968, algumas disciplinas de caráter técnico.

Foi designado como seu primeiro Diretor e instalador o Dr. António Baptista Martins, destacado da Escola Brotero de Coimbra, onde era professor efetivo, abrindo a Escola com a oferta limitada ao Ciclo Preparatório.  Dois anos depois deu-se a abertura  do Curso Geral de Formação Feminina e do Curso de Formação Eletromecânica, sendo estes ministrados por um total de 6 professores. Os serviços administrativos foram assegurados, no período de abertura, por um funcionário da Escola de Penafiel, apoiado por dois elementos da Câmara de Amarante, que exerciam funções de pessoal auxiliar.

Passados os dois anos iniciais a Escola instalou-se na Casa de Roçadas, na qual a Câmara Municipal havia efetuado obras de remodelação para o efeito, e, mais tarde, porque estas novas instalações se vieram a revelar também insuficientes, instalou-se, em simultâneo, no Arquinho, no edifício do antigo Colégio de S. Gonçalo, que entretanto se havia mudado para novas instalações.

De 1971 a 1974  funcionou, no edifício do Arquinho, uma  Secção Liceal integrada na Escola, mas dependendo do Liceu de Guimarães e, no ano seguinte, como resultado das políticas educativas do Portugal democrático, pós 25 de abril, que acabaram com a distinção entre Escolas Técnicas e Liceus, a então Escola Industrial de Amarante é transformada na atual Escola Secundária de Amarante, conforme Decreto Lei 260-B/75, de 26 de Maio, nela passando a funcionar os cursos gerais unificados dos ensinos liceal e técnico.

Em 1975/76 , a Escola Secundária passou também a funcionar na Casa da Pedreira, atualmente designada Casa da Portela, devido a um crescimento que, tendo-se mantido nos anos seguintes, levou à construção de uma nova Escola, localizada nos terrenos do campo de jogos do Amarante Futebol Clube e áreas circundantes entretanto adquiridos pela Câmara Municipal, agora sob a presidência do Dr  Amadeu Cerqueira da Silva.

A nova Escola, primeira construída de raiz, entrou em funcionamento em 1982, mantendo-se ainda hoje no mesmo local, ainda que não possa dizer-se que é a mesma Escola. Na verdade, mercê das obras de remodelação a que vem sendo sujeita sob a responsabilidade da Parque Escolar, e que, na presente data, se encontram em fase de conclusão,  pode dizer-se que a Escola de 82 está já transformada num  campus escolar de excelência, proporcionando bem estar e condições de trabalho excecionais e que merecem os mais rasgados elogios de toda a comunidade e enchem de satisfação e orgulho os seus alunos, professores e funcionários.

Somos, assim, hoje, uma Escola moderna, atrativa e de grande qualidade, com uma oferta educativa e formativa que abrange o 3º ciclo do ensino básico, todos os cursos cientifico-humanísticos do ensino secundário e o ensino secundário profissional, que é sede de um Centro de Formação de Associação de Escolas - o Centro de Formação de Associação de Escolas de Amarante e Baião - e de um Centro para a Qualificação e Ensino Profissional (CQEP) que abrange os concelhos de Amarante, Baião e Mesão Frio.

A nossa Visão é sermos uma escola de referência pela formação cívica e sucesso académico e profissional dos nossos alunos, pela satisfação dos alunos e famílias e pela qualidade do seu ambiente interno e das suas relações externas.
Como Missão assumimos o desígnio de “prestar à comunidade um serviço educativo de qualidade, garantindo um ambiente participativo, aberto e integrador, numa Escola reconhecida pelo seu Humanismo e por elevados padrões de exigência e responsabilidade, valorizando o prosseguimento de estudos e a integração no mundo do trabalho”.

Por ordem cronológica, a Escola teve os seguintes dirigentes:

António Baptista Martins, o primeiro Diretor, esteve ao serviço da escola até 30/9/72, data em que, a seu pedido, regressou a Coimbra.

Em 7/10/72 foi nomeado Diretor o Dr. Seixas Nery, a quem coube dar continuidade à obra iniciada pelo antecessor até 18/9/74.

Foram, então, os directores substituídos por Comissões de Gestão, constituídas por 5 professores eleitos pelo corpo docente da escola, cabendo essa responsabilidade à docente Maria Helena Duarte Sousa Alves no período de 30/8/1974 a 20/4/1975.

Mercê de nova alteração legislativa são criados os Conselhos Diretivos, vindo a exercer as funções de presidente desse conselho os seguintes docentes:

António Augusto Coelho Cerqueira, de 11/10/1975 a 14/03/1977
Vitor Manuel da Cunha Pinto, de 21/04/1975 a 10/10/1975
Daniel Ribeiro Carvalho, de 26/12/1977 a 14/09/1979
Maria Antónia Ferreira da Silva, de 15/09/1979 a 23/10/1980
Vitor Manuel da Cunha Pinto, de 24/10/1980 a 09/09/1982
Maria Manuela da Cunha Monteiro, de 10/09/1982 a 03/09/1985
Fernando Fernandes Sampaio, de 04/09/1985 a 10/11/1989
Zélia Teresa Araújo Pires, de 11/11/1989 a 17/09/1992

Pelo Decreto Lei 172/91 é criado o chamado novo modelo de gestão, no qual a Escola vem a ser incluída, exercendo o professor Fernando Fernandes de Sampaio as funções de Diretor Executivo de 1992 a 1999 e, desde então até aos dias de hoje, as funções de Diretor no âmbito dos quadros legais que vêm configurando os regimes de autonomia, administração e gestão das escolas públicas.

Escola Secundária de Amarante, maio de 2016